O que é a ADFA? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sábado, 24 Maio 2008 18:18
Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), fruto da tomada de consciência, por parte dos deficientes militares, do seu direito à dignidade, à reabilitação e à participação activa na comunidade, foi criada em 14 de Maio de 1974.

Os mais de 15 mil associados efectivos são cidadãos que se deficientaram durante a prestação do serviço militar, nomeadamente na guerra colonial que se desenrolou no período de 1961 a 1974 nas três frentes, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, assim como aqueles que, à data da morte do militar ou do deficiente, dele dependiam directa e economicamente.

Com Sede em Lisboa, 12 delegações e vários núcleos, a ADFA encontra-se implantada em todo o território nacional, incluindo Madeira e Açores, e também em Moçambique. A ainda recente criação da Delegação de Lisboa veio melhorar o apoio aos associados.

Na prossecução dos seus objectivos, a ADFA presta aos seus associados e familiares vários serviços, nos quais se incluem o apoio associativo, social e jurídico, no âmbito de processos administrativos e recursos para os tribunais, a dinamização de actividades de carácter cultural, desportivo e de lazer, para além de, na área de saúde, prestar apoio através de diversos acordos e parcerias, possuindo serviços médico-sociais, centrados nas delegações metropolitanas do Porto e de Lisboa com consultas de:

- Clínica Geral - Fisioterapia
- Psiquiatria - Gastrenterologia
- Urologia - Assistência psicológica
- Estomatologia - Stress de guerra
- Prótese dentária - Colheitas para análises
- Fisiatria

No seu trabalho em prol da reabilitação, a ADFA desenvolve, além de acções de formação profissional, com vista à integração laboral, actividades gráficas na sua tipografia-escola, em Lisboa, e de recuperação funcional com o fabrico e adaptação de próteses, no Centro de Reabilitação Profissional de Gaia/CRPG.

Em conjunto com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Alfacoop, a ADFA constituiu a Associação Museu da Guerra Colonial, uma evolução do Museu que a ADFA tinha já criado com a colaboração do Externato Infante D. Henrique, de Ruilhe, Braga, e que se mantém patente nas instalações da Delegação de Famalicão.

Na sua função, e com voz autorizada junto da opinião pública que lhe advém das suas realizações e da sua postura, a ADFA tem pautado a sua actuação no sentido da alteração de mentalidades, atitudes e comportamentos, divulgando a imagem da pessoa deficiente como cidadão de pleno direito, em igualdade de oportunidades e deveres, e com capacidade de intervenção no todo social que o rodeia.

No dia 23 de Novembro de 1974 nasceu o ELO, jornal mensal que é enviado a todos os associados e assinantes, tal como a entidades civis e militares, como mensagem da ADFA, no sentido da divulgação dos seus objectivos e da sua acção, em paralelo com a procura por via directa, da sensibilização dos poderes central e local, da comunicação social e das instituições públicas e privadas.

É natural prioridade da ADFA ter um relacionamento preferencial com a Instituição Militar, ao serviço da qual os seus associados adquiriram as suas deficiências, e a que se encontram ligados por legislação específica.

A ADFA, para além de contactos directos com outras organizações de e para pessoas deficientes, participa activamente nos trabalhos e projectos do Secretariado Nacional para a Reabilitação das Pessoas com Deficiência (SNRIPD), e outros organismos, visando a continuada melhoria da qualidade de vida desses cidadãos, não devendo ser esquecido o seu empenhamento no recém passado Ano Europeu das Pessoas com Deficiência (AEPD2003).

Como “Organização Não Governamental” (ONG), tem recebido apoio das mais altas instâncias do Estado na concretização de projectos de âmbito nacional e internacional.

Em 1982, a ADFA aderiu à Federação Mundial de Antigos Combatentes e Vítimas de Guerra (FMAC), organização com estatuto de membro consultivo da ONU e de outras entidades internacionais. Integrando associações membros, representando mais de 27 milhões de antigos combatentes de 84 países e, com a autoridade que lhe advém da qualidade de federação de associações de veteranos de guerra, a FMAC defende o diálogo como modo de prevenção dos conflitos armados, ao mesmo tempo que luta pelo respeito do direito das vítimas de guerra à reparação pelos danos físicos e morais sofridos.

A ADFA foi reconhecida como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública, sem fins lucrativos, em 1981, por despacho do primeiro-ministro, e foi agraciada, pelo Presidente da República, com o título de Membro Honorário da Ordem do Mérito, em 13 de Fevereiro de 1996.

Tem cooperado activamente com as organizações congéneres dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), apoiando o seu desenvolvimento e disponibilizando apoio técnico para implementação de projectos de reabilitação e reintegração social de deficientes militares, realçando-se a realização, em 1990, da 1ª Conferência de Antigos Combatentes de Portugal, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, que abriu os novos caminhos da solidariedade, da paz e da cooperação entre os nossos países.

Actualizado em ( Quarta, 20 Agosto 2008 15:41 )
 
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