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Lisboa, 25 Set (Lusa) - O Governo assinou hoje um despacho que permite reforço de verbas para o Hospital Militar para suprir carências no apoio aos deficientes das Forças Armadas, um anúncio efectuado depois de críticas de alguns ex-combatentes da guerra colonial.
Numa nota enviada à Agência Lusa, o Ministério da Defesa Nacional (MDN) refere que recebeu do Chefe de Estado-Maior do Exército um memorando, de 13 de Agosto, em que é solicitado um reforço de verbas para suprir necessidades do Hospital Militar, em matéria de apoio aos deficientes da Forças Armadas.
Para o reforço destas verbas, explica o MDN, foi necessário realizar os procedimentos necessários para a solução do problema, nomeadamente em termos de recursos extraordinários de carácter financeiro.
Segundo a mesma nota, o ministro da Defesa Nacional, Severiano Teixeira, "sempre acompanhou de perto as questões relacionadas com os Deficientes das Forças Armadas e desde sempre, também, assumiu que é uma responsabilidade do Estado apoiar aqueles que adquiriram deficiências ao serviço de Portugal".
A falta de verbas no Hospital Militar para a aquisição de próteses foi denunciada em Agosto pela Associação de Deficientes das Forças Armadas num dos textos do seu jornal.
Entretanto, dois deficientes das Forças Armadas disseram à Lusa que a situação arrasta-se desde Maio e que, pelo menos, 50 pessoas estavam à espera de lhes serem substituídas as próteses.
Oliveira Marques, vice-presidente da Associação de Comandos, foi uma das pessoas que falou à Lusa sobre esta situação, indicando que estes atrasos na substituição das próteses causam sérios problemas de saúde e gastos adicionais ao Estado.
Cohen, veterinário ex-combatente da guerra colonial e a viver em Macau, é outra das pessoas afectadas, tendo referido à Lusa que viaja a Portugal de dois em dois anos para substituir a prótese da perna e que este ano regressa sem essa substituição.
Face ao anúncio do Ministério da Defesa de que foi já assinado despacho para reforço de verbas, Oliveira Marques disse à Lusa que aguarda a resolução dos atrasos por parte do Hospital Militar, mas acrescentou que o tempo que este tipo de assuntos demoram a ser resolvidos "é incompatível com as necessidades dos deficientes das Forças Armadas".
GC.
Lusa/fim
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