"Entendo, como Presidente da República, ter chegado o momento de, em nome dos Portugueses, distinguir os relevantes serviços prestados pela Associação dos Deficientes das Forças Armadas, traduzidos na permanente defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação do ser humano, da justiça social e da promoção da liberdade, concedendo-lhe o título de Membro Honorário da Ordem da Liberdade". (19/12/2008)
Tomada de Posse dos Órgão Sociais da ADFA – Triénio 2010 – 2012
Escrito por ADFA
Sexta, 08 Janeiro 2010 17:47
Secretário de Estado saúda ADFA como “referência nacional e insubstituível”
Os Órgãos Sociais da ADFA tomaram posse numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Marcos Perestrello. O evento que marca o início de um novo ciclo associativo, contou também com a presença da secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, entre outras altas individualidades.
O recém-empossado presidente da DN, José Arruda, anunciou uma audiência com o Ministro da Defesa Nacional, marcada para a segunda semana de Janeiro.
Os associados emolduraram uma cerimónia plena de significado, em que os dirigentes nacionais e das delegações avançam para um futuro de construção pela reabilitação e pelos direitos dos deficientes das Forças Armadas.
“O reconhecimento do País é também o reconhecimento que o Governo lhes deve hoje”, disse o secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Marcos Perestrello, referindo-se à ADFA durante a sessão solene em que tomaram posse os Órgãos Sociais da Associação, no dia 7 de Janeiro, na Sede Nacional, em Lisboa.
O governante salientou que “a presença do Governo nesta cerimónia é representativa da atenção que lhe merece a ADFA e o reconhecimento público pelo trabalho que tem vindo a desenvolver na sociedade portuguesa”.
Saudando os titulares dos novos Órgãos da ADFA que acabavam de ser empossados, cumprimentou também os associados, garantindo que “a ADFA continuará a ter no Ministério da Defesa Nacional um interlocutor atento a todas as questões que têm que ver com a protecção e promoção dos interesses dos deficientes das nossas Forças Armadas e que estará sempre disponível para trabalhar em colaboração com esta instituição que os representa”.
Aludindo às actividades que a ADFA realiza, sendo hoje “uma referência nacional”, realçou que a Associação presta um serviço “absolutamente insubstituível e que ninguém, a começar pelo Estado, pode ignorar”.
O SEDNAM destacou o “importantíssimo papel da ADFA, ao ter sabido colocar na agenda pública e política e na consciência nacional a questão dos deficientes das FA e a forma como o País deve lidar com essa realidade incontornável”.
Aludindo às dificuldades económicas e financeiras que o País e o Mundo atravessam, o governante afirmou que “o que ninguém compreenderia é que o Estado Português ignorasse e esquecesse quem envergou a farda das suas Forças Armadas em circunstâncias particularmente difíceis e quem com isso tantos custos pessoais sofreu e continua a sofrer”.
Para o secretário de Estado, “este não é o tempo de promessas fáceis”, mas garantiu que “este Governo vai prosseguir com seriedade o esforço do que o antecedeu no sentido da dignificação da condição dos deficientes das FA e da sua inserção social”.
Sobre a portaria que recentemente garantiu a comparticipação a 100 por cento na saúde de todos os deficientes militares, permitindo que os “militares incapacitados sejam ressarcidos de todas as importâncias suportadas com cuidados de saúde, designadamente junto de entidades com quem o IASFA tem estabelecido acordos”, apelou que, “para que esta continue a ser uma medida de justiça, essa prorrogativa seja sempre alvo de uma utilização responsável”.
O SEDNAM avançou ainda que a Defesa está a trabalhar com o Ministério da Saúde para que possa vir a ser possível, “proximamente”, a isenção das taxas moderadoras do SNS para os deficientes militares.
“O trabalho da ADFA, reconhecido ao mais alto nível com a Ordem da Liberdade que lhe foi atribuída pelo Presidente da República, há pouco mais de um ano, é um exemplo do que é possível fazer no esforço de inserção social e de apoio aos deficientes, em particular aos deficientes militares”, concluiu o governante, logo envolvido pelos aplausos dos convidados, dirigentes e associados.
José Arruda, presidente da DN, agradeceu a presença de tantas altas individualidades, destacando a secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, como entidade pública que muito contribuiu para a aprovação da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Protocolo Opcional no Governo e no Parlamento. O dirigente garantiu ainda que, no âmbito do CNRIPD, a ADFA contribuirá para resolver as questões da reabilitação.
Realçou o empenho pessoal do deputado João Rebelo, na recente reposição do direito à saúde de todos os deficientes militares, junto da Comissão Parlamentar de Defesa Nacional. Enviou também saudações ao deputado Marques Júnior, ausente na cerimónia, que também trabalhou naquela medida e face à posição pública que assumiu.
O presidente da DN lembrou que, neste Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, a Associação vai apostar na intervenção, acrescentando que “ainda há muitos deficientes militares em situação financeira difícil, que não podem ser esquecidos, como o foram os que regressaram feridos da Primeira Grande Guerra”.
Ao general Fialho da Rosa, presidente do IASFA, o dirigente salientou que “sobre os seus ombros está uma grande responsabilidade, muita esperança e confiança”, recordando a “cooperação valiosa” que a ADFA tem mantido com aquela instituição.
Dirigindo-se ao chefe da Casa Militar do PR, general Carvalho dos Reis, José Arruda solicitou que transmitisse ao Chefe de Estado as saudações da ADFA e o agradecimento por ter distinguido, em nome de Portugal, a ADFA com a Ordem da Liberdade.
Ao SEDNAM, o presidente da ADFA falou dos vários projectos em que a Associação está envolvida e que lhe serão apresentados em audiência própria, destacando o projecto do Lar Militar e os projectos a desenvolver no Porto e nos Açores, que envolvem estruturas de apoio aos deficientes militares.
“Fomos ouvidos, temos o direito à indignação, mas há mais para resolver”, lembrou José Arruda. A morosidade dos processos e a falta de médicos no Hospital Militar, entre outros problemas, foram indicados como carentes de solução urgente. Acrescentou ainda que os militares portugueses que se encontram em missão de cooperação e de manutenção da paz contam com a ADFA nos momentos difíceis que possam ocorrer, ao serviço da Pátria. “Estão em situação de risco da própria vida, em serviço público.”
Informou também os associados que durante a segunda semana de Janeiro terá lugar uma audiência com o ministro da Defesa Nacional.
Numa palavra sobre os associados dirigentes da ADFA, José Arruda afirmou que são pessoas que dão o seu melhor para, como “homens de sentimento”, garantirem a dignidade dos deficientes militares. Acrescentou um agradecimento às famílias, mais concretamente, às mulheres, “pois são elas que tratam de nós e que nos dão a possibilidade de sermos cada vez melhores”.
O presidente concluiu com uma citação de Albert Camus: “A verdadeira generosidade em relação ao futuro consiste em dar tudo no presente”, um retrato dos que tomaram posse e da ADFA, na sua missão social.
O presidente da MAGN, Mano Povoas, congratulou-se com a presença de tantos convidados e amigos, sublinhando que a ADFA pugna pelo bem colectivo, dos deficientes militares em particular. O dirigente solicitou ao SEDNAM que transmitisse ao ministro da Defesa Nacional que “poderá continuar a contar com o diálogo com a ADFA”. Fez votos para que a Associação continue a ser uma instituição descentralizada, onde “vingue sempre o respeito entre os que a representam”.
Na cerimónia de Tomada de Posse também estiveram presentes altas individualidades como a secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, o chefe da Casa Militar do Presidente da República, general Carvalho dos Reis, o vice-presidente da Comissão Parlamentar de Defesa Nacional, deputado João Rebelo, e o presidente do IASFA, general Fialho da Rosa. As entidades estiveram no Porto de Honra que encerrou a cerimónia e os secretários de Estado assinaram o Livro de Honra, na sala da Direcção Nacional.