10 de junho Encontro Nacional de Combatentes

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10 de junho – Lisboa
Encontro Nacional de Combatentes
Presidente da República destaca Deficientes das Forças Armadas, “a quem é da maior justiça que a Pátria saiba respeitar concedendo-lhes as ajudas mais do que merecidas”

Temos o dever de evocar todos aqueles que lutaram ao serviço de Portugal, para que sejam sempre exemplo e companhia no caminho que falta percorrer e, como diria o Poeta, no Portugal que falta cumprir”. O Presidente da República dirigiu uma mensagem que foi lida no XXV Encontro nacional de Combatentes, realizado no dia 10 de junho, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém, Lisboa.
O Comandante Supremo das Forças Armadas destacou que “nesse caminho saibamos saudar e homenagear, através da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, aqueles que mais sofreram na Guerra de África, os nossos Deficientes das Forças Armadas, a quem é da maior justiça que a Pátria saiba respeitar concedendo-lhes as ajudas mais do que merecidas”.
Na mensagem, lida durante a cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa referiu também que, “nos diversos campos de batalha, os combatentes do Corpo Expedicionário Português enfrentaram com invulgar bravura e reconhecido sacrifício os mais cruéis confrontos do conflito armado” [Primeira Grande Guerra].
O Chefe do Estado espera ainda que “saibamos também aceitar os novos desafios com a coragem e a determinação legadas por um passado honroso e ilustre, rumo a um futuro cada vez melhor”.
O Presidente de República falou também de que “para trás terão ficado pedaços de humanidade que até hoje não soubemos resgatar”.
Representaram a ADFA o vogal da DN, Carlos Fanado, o presidente da Delegação de Lisboa, Francisco Janeiro, e o associado Jacinto Pisco, que portou o guião da ADFA em toda a cerimónia.
Os órgãos de comunicação social, tendo recebido a mensagem do Presidente da República, dirigiram-se aos representantes da ADFA durante o evento. Carlos Fanado realçou que “a nossa [dos deficientes militares] média de idade está nos 70 anos, cada vez estamos mais doentes, com mais problemas, com mais necessidades de apoios em termos de ajudas técnicas”. Destacou ainda algumas das questões que carecem de resolução “urgente”, criticando a “injusta aplicação do DL 503/99 aos deficientes militares feridos na guerra, equiparando-os a funcionários públicos”, acrescentando que “isto é uma vergonha de todos os portugueses e de Portugal”.
A cerimónia de homenagem aos combatentes decorreu com a intervenção do coronel Américo Henriques, após a cerimónia inter-religiosa católica e muçulmana e as palavras do presidente da Comissão Organizadora, general Carvalho dos Reis, que salientou que “a Nação tem uma enorme dívida, nomeadamente em relação aos que voltaram da Guerra Colonial deficientes; deve dar-lhes clara prioridade”.
A ADFA depôs uma coroa de flores junto ao Monumento e o guião da Associação desfilou perante a chama eterna e as lápides evocativas dos nomes dos que tombaram ao serviço de Portugal.
O evento foi finalizado com a passagem de aeronaves da Força Aérea e com um salto de pára-quedistas do Exército e culminou com um almoço-convívio no jardim junto ao Monumento.
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