{"id":526,"date":"2018-05-08T12:03:18","date_gmt":"2018-05-08T12:03:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adfa-portugal.com\/?p=526"},"modified":"2018-07-08T12:46:13","modified_gmt":"2018-07-08T12:46:13","slug":"visita-ao-museu-da-guerra-colonial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adfa-portugal.com\/visita-ao-museu-da-guerra-colonial\/","title":{"rendered":"Visita ao Museu da Guerra Colonial"},"content":{"rendered":"<button class=\"responsivevoice-button\" type=\"button\" title=\"ResponsiveVoice Tap to Start\/Stop Speech\" data-rvtts-action=\"speak\" data-rvtts-text=\"Visita ao Museu da Guerra Colonial Uma hist\u00f3ria que queremos contar Na miss\u00e3o de reportar sobre as novidades em torno da ADFA, o ELO mostra o privil\u00e9gio de visitar o espa\u00e7o que faz parte do legado presente e futuro dos deficientes militares, o Museu da Guerra Colonial. S\u00e3o notas sobre uma visita de trabalho, com pouqu\u00edssimo espa\u00e7o para contar o muito que o visitante pode (re)encontrar em cada aspecto da exposi\u00e7\u00e3o, fruto de trabalho cient\u00edfico dedicado \u00e0 Mem\u00f3ria e \u00e0 Vida, em homenagem a quem serviu e serve a P\u00e1tria. O ELO aproveitou a celebra\u00e7\u00e3o do anivers\u00e1rio da Delega\u00e7\u00e3o de Famalic\u00e3o para, a pedido da Direc\u00e7\u00e3o do Museu da Guerra Colonial e da Delega\u00e7\u00e3o, realizar um levantamento fotogr\u00e1fico do acervo museol\u00f3gico patente nos seus diversos n\u00facleos expositivos. O dia 18 de maio foi todo dedicado a esse trabalho, tendo a equipa de reportagem do ELO sido sempre acompanhada pelo director do Museu, associado Manuel Ferreira, pelo coordenador cient\u00edfico, professor Manuel Lages, pelo associado dirigente Augusto Silva e pelo associado Fernando Carvalho, que animadamente esclareceu e enquadrou a visita. Por coincid\u00eancia ou n\u00e3o, a visita do ELO decorreu no \u00e2mbito da celebra\u00e7\u00e3o do Dia Internacional dos Museus. As pe\u00e7as hist\u00f3ricas e documenta\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis na exposi\u00e7\u00e3o permanente do MGC chamam o visitante para um contacto imediato com a realidade de quem viveu Portugal durante a Guerra Colonial, em todas as vertentes militares, profissionais, sociais e pol\u00edticas desse per\u00edodo da hist\u00f3ria recente de Portugal. A import\u00e2ncia e o valor hist\u00f3rico de todos os artigos ali expostos s\u00e3o de \u201cextrema relev\u00e2ncia\u201d, referiu o director do ELO, Jos\u00e9 Diniz, que tamb\u00e9m j\u00e1 contribuiu com algumas pe\u00e7as para o seu conte\u00fado expositivo e que real\u00e7ou a vertente pedag\u00f3gica que sempre foi desenvolvida pelos respons\u00e1veis do Museu. No acervo museol\u00f3gico est\u00e3o, por exemplo, um helic\u00f3ptero Allouette que foi cedido pela For\u00e7a A\u00e9rea, duas viaturas ligeiras militares, material relacionado com as transmiss\u00f5es e comunica\u00e7\u00f5es em campanha, armamento e fardamento e pe\u00e7as que, tendo pertencido aos militares em armas na guerra, ainda t\u00eam vest\u00edgios do sangue vertido nas picadas, bolanhas e territ\u00f3rios de combate. Logo \u00e0 entrada do Museu, uma colec\u00e7\u00e3o de miniaturas de viaturas militares da autoria do major modelista Nogueira Pinto, onde pode ver-se Berliet, Unimog, Mercedes, um avi\u00e3o Nord-Atlas, e, entre muitas outras, algumas reprodu\u00e7\u00f5es \u00e0 escala de viaturas Chaimite e Panhard, como a que se encontra junto \u00e0 fachada do Museu, que faz as del\u00edcias dos mais novos, que t\u00eam por vezes a oportunidade de v\u00ea-la por dentro. Impressiona o visitante a quantidade e organiza\u00e7\u00e3o do acervo documental do Museu. H\u00e1 livros e documentos que exemplificam ambos os lados do conflito. Uma passagem atenta e eis que o visitante pode ler, na caligrafia do pr\u00f3prio, uma nota organizativa de Agostinho Neto. H\u00e1 emblemas de companhias e batalh\u00f5es, o ba\u00fa da guerra, a ra\u00e7\u00e3o de combate, os aerogramas t\u00e3o preciosos nessa altura como hoje, a lista-memorial dos que tombaram na Guerra Colonial. Cada espa\u00e7o absorve a aten\u00e7\u00e3o de quem n\u00e3o viveu a guerra mas que recebe assim, pedag\u00f3gica e didacticamente, informa\u00e7\u00e3o valiosa e o testemunho de mem\u00f3rias que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel apagar. Fotografias de associados da ADFA, deficientes militares, combatentes, membros dos movimentos de liberta\u00e7\u00e3o e outras, tantas outras, num enorme espa\u00e7o que envolve sem oprimir. H\u00e1 estat\u00edstica sobre os n\u00fameros da Guerra Colonial, h\u00e1 cronologia sobre Portugal, a Guerra e o Mundo, h\u00e1 sempre mais hist\u00f3ria, tamb\u00e9m nos espa\u00e7os dedicados \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da ADFA e suas delega\u00e7\u00f5es. Est\u00e1 ali, mesmo no meio do primeiro pavilh\u00e3o, uma secret\u00e1ria e cadeira que a ocupa\u00e7\u00e3o do Pal\u00e1cio da Independ\u00eancia pela ADFA, em 23 de novembro de 1974, preservou. Ali se celebra a queda do regime que for\u00e7ou o prolongamento da guerra por tantos anos, mais de uma d\u00e9cada, com t\u00e3o desastrosos e dram\u00e1ticos resultados. O Museu n\u00e3o deixa esquecer a obra de associados como Ant\u00f3nio Calvinho, fundador da ADFA, e o seu livro \u201cTrinta facadas de raiva\u201d, cuja edi\u00e7\u00e3o mais recente, de 1999, impressa na Tipografia da ADFA aquando do 25\u00ba anivers\u00e1rio da ADFA e do 25 de Abril, contou com ilustra\u00e7\u00f5es que tiveram como base pinturas que a Associa\u00e7\u00e3o adquiriu e que cedeu ao MGC. Uma viagem pelos primeiros tempos da ADFA, onde tamb\u00e9m n\u00e3o falta o ELO. Uma das m\u00e1quinas da Tipografia-Escola da ADFA, de composi\u00e7\u00e3o a chumbo, foi tamb\u00e9m cedida para fazer parte do acervo, com o apoio dos transportes do Ex\u00e9rcito. Nada fica esquecido, as mem\u00f3rias permanecem vivas no trabalho que o coordenador cient\u00edfico Manuel Lages e a pequena equipa do Museu t\u00eam desenvolvido, com documenta\u00e7\u00e3o que vai sendo divulgada com cuidado e respeito pelos militares e suas fam\u00edlias, os primeiros herdeiros desse legado t\u00e3o relevante. O Museu da Guerra Colonial cumpre todos os dias a sua nobre miss\u00e3o de testemunhar a mem\u00f3ria ainda recente da Guerra Colonial e dos seus resultados. Na parede exterior h\u00e1 marcas de cor que modernizam a face estrutural do Museu. \u00c9 incontorn\u00e1vel o enorme painel de mosaicos, produzido e oferecido, em 2104, pelo Centro de Actividades Ocupacionais em funcionamento na Delega\u00e7\u00e3o do Porto. A linguagem simb\u00f3lica deste marco evocativo merece visita atenta e respeitosa, em homenagem a esse memorial. Mais do que um espa\u00e7o museol\u00f3gico de refer\u00eancia para todas as gera\u00e7\u00f5es, o Museu da Guerra Colonial \u00e9 um ponto de encontro com a mem\u00f3ria viva e com uma aprendizagem sobre a guerra, para que nunca se perca a Paz. 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S\u00e3o notas sobre uma visita de trabalho, com pouqu\u00edssimo espa\u00e7o para contar o muito que o visitante pode (re)encontrar em cada aspecto da exposi\u00e7\u00e3o, fruto de trabalho cient\u00edfico dedicado \u00e0 Mem\u00f3ria e \u00e0 Vida, em homenagem a quem serviu e serve a P\u00e1tria.<br \/>\nO ELO aproveitou a celebra\u00e7\u00e3o do anivers\u00e1rio da Delega\u00e7\u00e3o de Famalic\u00e3o para, a pedido da Direc\u00e7\u00e3o do Museu da Guerra Colonial e da Delega\u00e7\u00e3o, realizar um levantamento fotogr\u00e1fico do acervo museol\u00f3gico patente nos seus diversos n\u00facleos expositivos.<br \/>\nO dia 18 de maio foi todo dedicado a esse trabalho, tendo a equipa de reportagem do ELO sido sempre acompanhada pelo director do Museu, associado Manuel Ferreira, pelo coordenador cient\u00edfico, professor Manuel Lages, pelo associado dirigente Augusto Silva e pelo associado Fernando Carvalho, que animadamente esclareceu e enquadrou a visita.<br \/>\nPor coincid\u00eancia ou n\u00e3o, a visita do ELO decorreu no \u00e2mbito da celebra\u00e7\u00e3o do Dia Internacional dos Museus. As pe\u00e7as hist\u00f3ricas e documenta\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis na exposi\u00e7\u00e3o permanente do MGC chamam o visitante para um contacto imediato com a realidade de quem viveu Portugal durante a Guerra Colonial, em todas as vertentes militares, profissionais, sociais e pol\u00edticas desse per\u00edodo da hist\u00f3ria recente de Portugal.<br \/>\nA import\u00e2ncia e o valor hist\u00f3rico de todos os artigos ali expostos s\u00e3o de \u201cextrema relev\u00e2ncia\u201d, referiu o director do ELO, Jos\u00e9 Diniz, que tamb\u00e9m j\u00e1 contribuiu com algumas pe\u00e7as para o seu conte\u00fado expositivo e que real\u00e7ou a vertente pedag\u00f3gica que sempre foi desenvolvida pelos respons\u00e1veis do Museu.<br \/>\nNo acervo museol\u00f3gico est\u00e3o, por exemplo, um helic\u00f3ptero Allouette que foi cedido pela For\u00e7a A\u00e9rea, duas viaturas ligeiras militares, material relacionado com as transmiss\u00f5es e comunica\u00e7\u00f5es em campanha, armamento e fardamento e pe\u00e7as que, tendo pertencido aos militares em armas na guerra, ainda t\u00eam vest\u00edgios do sangue vertido nas picadas, bolanhas e territ\u00f3rios de combate.<br \/>\nLogo \u00e0 entrada do Museu, uma colec\u00e7\u00e3o de miniaturas de viaturas militares da autoria do major modelista Nogueira Pinto, onde pode ver-se Berliet, Unimog, Mercedes, um avi\u00e3o Nord-Atlas, e, entre muitas outras, algumas reprodu\u00e7\u00f5es \u00e0 escala de viaturas Chaimite e Panhard, como a que se encontra junto \u00e0 fachada do Museu, que faz as del\u00edcias dos mais novos, que t\u00eam por vezes a oportunidade de v\u00ea-la por dentro.<br \/>\nImpressiona o visitante a quantidade e organiza\u00e7\u00e3o do acervo documental do Museu. H\u00e1 livros e documentos que exemplificam ambos os lados do conflito. Uma passagem atenta e eis que o visitante pode ler, na caligrafia do pr\u00f3prio, uma nota organizativa de Agostinho Neto. H\u00e1 emblemas de companhias e batalh\u00f5es, o ba\u00fa da guerra, a ra\u00e7\u00e3o de combate, os aerogramas t\u00e3o preciosos nessa altura como hoje, a lista-memorial dos que tombaram na Guerra Colonial. Cada espa\u00e7o absorve a aten\u00e7\u00e3o de quem n\u00e3o viveu a guerra mas que recebe assim, pedag\u00f3gica e didacticamente, informa\u00e7\u00e3o valiosa e o testemunho de mem\u00f3rias que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel apagar. Fotografias de associados da ADFA, deficientes militares, combatentes, membros dos movimentos de liberta\u00e7\u00e3o e outras, tantas outras, num enorme espa\u00e7o que envolve sem oprimir.<br \/>\nH\u00e1 estat\u00edstica sobre os n\u00fameros da Guerra Colonial, h\u00e1 cronologia sobre Portugal, a Guerra e o Mundo, h\u00e1 sempre mais hist\u00f3ria, tamb\u00e9m nos espa\u00e7os dedicados \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da ADFA e suas delega\u00e7\u00f5es. Est\u00e1 ali, mesmo no meio do primeiro pavilh\u00e3o, uma secret\u00e1ria e cadeira que a ocupa\u00e7\u00e3o do Pal\u00e1cio da Independ\u00eancia pela ADFA, em 23 de novembro de 1974, preservou. Ali se celebra a queda do regime que for\u00e7ou o prolongamento da guerra por tantos anos, mais de uma d\u00e9cada, com t\u00e3o desastrosos e dram\u00e1ticos resultados.<br \/>\nO Museu n\u00e3o deixa esquecer a obra de associados como Ant\u00f3nio Calvinho, fundador da ADFA, e o seu livro \u201cTrinta facadas de raiva\u201d, cuja edi\u00e7\u00e3o mais recente, de 1999, impressa na Tipografia da ADFA aquando do 25\u00ba anivers\u00e1rio da ADFA e do 25 de Abril, contou com ilustra\u00e7\u00f5es que tiveram como base pinturas que a Associa\u00e7\u00e3o adquiriu e que cedeu ao MGC.<br \/>\nUma viagem pelos primeiros tempos da ADFA, onde tamb\u00e9m n\u00e3o falta o ELO. Uma das m\u00e1quinas da Tipografia-Escola da ADFA, de composi\u00e7\u00e3o a chumbo, foi tamb\u00e9m cedida para fazer parte do acervo, com o apoio dos transportes do Ex\u00e9rcito.<br \/>\nNada fica esquecido, as mem\u00f3rias permanecem vivas no trabalho que o coordenador cient\u00edfico Manuel Lages e a pequena equipa do Museu t\u00eam desenvolvido, com documenta\u00e7\u00e3o que vai sendo divulgada com cuidado e respeito pelos militares e suas fam\u00edlias, os primeiros herdeiros desse legado t\u00e3o relevante.<br \/>\nO Museu da Guerra Colonial cumpre todos os dias a sua nobre miss\u00e3o de testemunhar a mem\u00f3ria ainda recente da Guerra Colonial e dos seus resultados. Na parede exterior h\u00e1 marcas de cor que modernizam a face estrutural do Museu.<br \/>\n\u00c9 incontorn\u00e1vel o enorme painel de mosaicos, produzido e oferecido, em 2104, pelo Centro de Actividades Ocupacionais em funcionamento na Delega\u00e7\u00e3o do Porto. A linguagem simb\u00f3lica deste marco evocativo merece visita atenta e respeitosa, em homenagem a esse memorial.<br \/>\nMais do que um espa\u00e7o museol\u00f3gico de refer\u00eancia para todas as gera\u00e7\u00f5es, o Museu da Guerra Colonial \u00e9 um ponto de encontro com a mem\u00f3ria viva e com uma aprendizagem sobre a guerra, para que nunca se perca a Paz.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.adfa-portugal.com\/galeria-item\/museu-da-guerra-colonial\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Ver fotos<\/a><\/strong><\/p>\n<p> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":533,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rs_blank_template":"","rs_page_bg_color":"","slide_template_v7":"","footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"class_list":["post-526","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-museu-da-guerra-colonial"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - 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