ADFA apresenta condolências à família do coronel Costa Braz

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A ADFA manifestou o seu profundo pesar e solidariedade à família do coronel Manuel da Costa Braz, pelo seu falecimento, aos 85 anos, vítima de doença prolongada, sublinhando e homenageando o seu exemplo, que muito contribuiu para a liberdade e democracia de Portugal, quer enquanto militar de Abril, nos meandros do Movimento das Forças Armadas (MFA), quer como governante e no desempenho de diversas funções públicas “que se pautaram por uma correta retidão de carácter”.

A ADFA destacou o empenho do coronel Costa Braz na presidência do Conselho Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência (CNRIPD), “na sua valorosa dedicação à causa destas”, contribuindo “decisivamente” para a mudança de mentalidades e para a criação de legislação enquadradora das pessoas com deficiência em Portugal.

“O nosso País fica mais pobre com o desaparecimento deste cidadão empenhado nas causas públicas e as pessoas com deficiência em Portugal deixam de ter um amigo solidário na defesa das políticas de reabilitação e inclusão dos cidadãos com deficiência”, referiu a ADFA no seu comunicado.

O coronel Costa Braz ajudou a escrever o “Programa do MFA” e o “Documento dos Nove”, criou o nome “Junta de Salvação Nacional”, foi o primeiro provedor de Justiça, foi ministro da Administração Interna dos Governos de Mário Soares e de Maria de Lurdes Pintasilgo, foi alto-comissário da Alta Autoridade Contra a Corrupção, foi presidente do extinto CNRIPD, do Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência – SNRIPD, atual Instituto Nacional para a Reabilitação – INR.

O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se, em nota de condolências e de pesar, a Manuel da Costa Braz como “um português conhecido pela verticalidade de carácter e pelo seu sentido patriótico do dever, que deixa um rasto de enorme saudade em todos quantos o contactaram de perto e tiveram o privilégio de o conhecer”.

Referiu também que “com o seu falecimento, desaparece uma das figuras marcantes da génese da democracia portuguesa, um militar e um cidadão a quem o País tanto deve e cujo exemplo de vida deve ser conhecido e cultivado pelas gerações mais jovens”.