A ADFA participou numa reunião de trabalho com o director do Hospital das Forças Armadas (HFAR), BGen. José Monge, no dia 30 de Outubro, no Pólo de Lisboa daquela Unidade de Saúde Militar. Representaram a ADFA os presidente, vice-presidente e secretário da DN, António Neves, Cândido Patuleia Mendes e José Pavoeiro, e o presidente da MAGN, Joaquim Mano Póvoas.
A ADFA apresentou as suas preocupações face às questões que afectam a saúde dos deficientes militares, nomeadamente a atribuição e fornecimento de próteses e outros produtos de apoio, processo que sofre de uma morosidade que tem perturbado a vida dos deficientes militares, alguns do quais ficam por isso sujeitos a uma reclusão forçada nos seus domicílios.
O director do HFAR informou que em breve deixará de exercer funções nessa Unidade de Saúde Militar, manifestando-se, no entanto, sempre disponível para os assuntos dos deficientes militares.
Referiu que os problemas relativos ao fornecimento de próteses e outros produtos de apoio aos deficientes militares é um problema de constrangimento nos interfaces do processo de atribuição e fornecimento, que também afecta o SAPADM.
O director informou que poderá vir a ser criada uma estrutura que permita resolver as questões de financiamento desses produtos e ajudas técnicas e que se aguarda o resultado de um estudo sobre a criação dessa entidade.
“Os deficientes militares devem ser e são uma prioridade para o País”, referiu o director do HFAR. Sobre as medidas previstas e já dialogadas com a ADFA, foi referido que incluem o já criado Gabinete de Apoio aos Deficientes Militares, com um gestor dedicado, prevendo-se a contratação de um Técnico de Serviço Social, para garantir a especificidade do seu atendimento e acompanhamento no HFAR. O Regulamento já está concluído, aguardando-se a finalização do processo de contratação do referido gestor.
O director do HFAR aludiu ainda à possibilidade de realização de acções de sensibilização dos profissionais de saúde do Hospital, com a colaboração da ADFA, para a partilha de conhecimentos e experiências sobre a especificidade da saúde dos deficientes militares, promovendo mais informação e sensibilização junto dos profissionais de saúde do HFAR. Esta iniciativa será brevemente apresentada ao CEMGFA, segundo informou o director, BGen. José Monge, que lembrou que o aprofundamento da ligação com a ADFA, em termos de colaboração e sensibilização, “será essencial”.
Reunião com director do HFAR

