ADFA foi recebida, a seu pedido, em audiência concedida pelo secretário de Estado adjunto e da Defesa Nacional, Álvaro Castelo Branco, no dia 4 de Novembro, no Ministério da Defesa Nacional, em Lisboa. Acompanhavam o governante o seu chefe de Gabinete, José Morais, e a ajudante-de-campo do MDN, major Iolanda Rodrigues. A Associação foi representada pelos presidente e vice-presidente/tesoureiro da DN, António Neves e Cândido Patuleia Mendes, e pelo presidente do Conselho Fiscal Nacional, Artur Vilares, assessorados pela responsável do Departamento de Documentação, Informação e Projectos, Paula Afonso, e pelo editor do ELO, Rafael Vicente.
Nesta audiência foram apresentadas as preocupações da ADFA, nomeadamente as promessas daquele Ministério, ainda não cumpridas, relativamente às questões do Caderno Reivindicativo, aprovadas na AGN de 12 de Abril de 2025, e a “demora, insuportável por parte dos Deficientes das Forças Armadas, na injustificada espera pelo moroso processo que decorre entre a atribuição e a entrega, das próteses e outro material de apoio, sobretudo fruto do intrincado processo circundante que decorre da sua aplicação até ao momento da correspondente aplicação, do HFAR para o Laboratório Nacional do Medicamento e do IASFA para a ADM, a entidade pagadora”.
O presidente da DN realçou o desconforto da ADFA, ao aperceber-se que, na área da Defesa Nacional da proposta do Orçamento de Estado para 2027 (OE2027), parecem não constar indicações para a inclusão da implementação das justas reivindicações da ADFA, na matéria legislativa do reconhecimento devido aos deficientes militares e suas viúvas. O presidente insistiu ainda na “dureza e protelamento excessivo do processo de adjudicação de próteses, quantas vezes ‘desculpada’ por inexistência das verbas apropriadas, essas, sim, sempre bem visíveis no OE, situação que se agrava com a necessidade imperiosa da sua sujeição à ‘Contratação Pública’, por parte do Tribunal de Contas”.
“O governante afirmou não estar profundamente conhecedor das matérias do Caderno Reivindicativo da ADFA, especificamente mais acompanhadas pelo ministro, aditando ir delas inteirar-se para, muito em breve, poder dar conta da tramitação que, em relação às mesmas, se encontra em curso e acrescentando que as contingências da questão das dificuldades das verbas atribuídas pelo MDN, para a aquisição de material protésico, tal como o complexo carrocel de entidades por onde passam as suas atribuições, desde prescrição, concurso, fiscalização, encomenda, e aos longínquos pagamento e entrega ao utente, são do seu conhecimento, tal como do general chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, e que ambos estão a equacionar formas de próxima alteração de tão emaranhada forma de apoio”, referiu a DN.
Falou-se seguidamente do caso da “fusão, por incorporação”, do CRPG noutro organismo, “situação causadora da maior surpresa, estranheza e mesmo estupefacção”, como referiu a ADFA, face à Portaria, oriunda do secretário de Estado adjunto e do Trabalho, “com cujo Protocolo a DN não pode, de modo nenhum, estar de acordo, por falta de atempado conhecimento do facto e suas consequências, muito em especial com a forma de continuidade da extraordinária plataforma de apoio e ajuda para os deficientes militares, que constitui também a incerteza do seguimento e abrangência do PADM, criado, financiado e coordenado por muito boa deliberação do MDN”.
O secretário de Estado mostrou-se conhecedor deste assunto e, sabedor das preocupações da ADFA em todas aquelas vertentes, referiu que irá fazê-las sentir àquele seu colega de Governo, instando-o a que receba a ADFA na audiência que esta, sem resultados, já lhe solicitou a 26 de Outubro findo. A DN considerou “positiva” a continuidade da abertura do MDN para com os problemas que lhe são apresentados pela ADFA.

