Exposição e jantar-convívio
No dia 24 de Abril, a ADFA celebrou o 25 de Abril com a inauguração de uma exposição alusiva aos 50 anos das primeiras eleições livres e democráticas em Portugal e com um jantar-convívio, no restaurante Pastelaria Rainha Santa, na Sede Nacional, em Lisboa.
Os associados, familiares e amigos juntaram-se para a pequena cerimónia de inauguração da exposição “Democratizar – Descolonizar – Desenvolver”, que ficará patente no Átrio da Sede Nacional até ao dia 16 de Maio.
Desta exposição consta informação histórica, escrita e fotográfica proveniente do Arquivo da ADFA, do ELO e da Fundação Mário Soares e Maria Barroso.
Neste acervo informativo, que está agora disponível para visitas, estão também incluídas muitas primeiras páginas do ELO, que informavam os associados e leitores do que ia acontecendo no País, há 50 anos, por alturas em que a população portuguesa foi convocada a eleger, pela primeira vez em liberdade e democracia, os 250 deputados que, no Palácio de S. Bento, e durante quase um ano, seriam a Assembleia Constituinte que haveria de apreciar, debater e instituir como lei, as linhas mestras da Constituição da República Portuguesa.
Nesta exposição mostra-se o período de quase um ano de actividade da Assembleia Constituinte, que levou a ser aprovado o DL 43/76, de 20JAN, e que englobou momentos históricos que foram vividos intensamente, como o chamado Verão Quente ou Período Revolucionário em Curso (PREC), com a radicalização política dos Governos Provisórios, a Luta dos Deficientes das Forças Armadas (20 de Setembro), o 25 de Novembro, e as segundas eleições livres e democráticas, que instituíram o primeiro Governo Constitucional, e mais tarde, as primeiras eleições democráticas para Presidente da República.
Jantar comemorativo
Depois de passarem pela exposição recém-inaugurada, os participantes dirigiram-se ao jantar-convívio, no restaurante da Sede Nacional. Ouvia-se em fundo canções de intervenção e outras, do tempo da Revolução.
Estiveram presentes, entre associados, familiares e amigos, dirigentes dos Órgãos Sociais Nacionais e da Delegação de Lisboa.
António Pereira Neves, presidente da DN, na sua intervenção, lembrou os primeiros tempos depois da Revolução de Abril e da criação da ADFA, alertando que “tudo o que foi conquistado nessa altura corre o perigo da falta de memória e reconhecimento, pois as nossas escolas esquecem-se de ensinar sobre a nossa história recente”. Afirmou ainda que “a História de Portugal precisa de transparência de verdade, para que não seja esquecido o nosso sacrifício na Guerra Colonial”. Recordou ainda que, ao longo destes 51 anos, “a ADFA fez pedagogia e fez com que a sociedade nos olhasse de frente, como homens, como militares e como deficientes das Forças Armadas”. Terminou, apelando à participação e à coesão associativa, para que, especialmente no momento actual, “o nosso legado seja transmitido aos vindouros, com o reconhecimento e respeito que sempre merecemos”.
Entre intervenções e poemas, fez-se o brinde ao aniversário da Revolução que libertou Portugal para a Democracia.








