44 anos ao serviço dos leitores

AdfaADFA, Revista Elo

Comemoração do Aniversário do Jornal ELO

A ADFA, celebrando a 500ª edição do ELO, enviou um comunicado aos órgãos de comunicação social e a diversas entidades, realçando a luta que, em 1974 como hoje, desenvolve pelos direitos de todos os deficientes militares.

O ELO, Jornal mensal da Associação dos Deficientes das Forças Armadas completou, no dia 23 de novembro, 44 anos de publicação ininterrupta, evocando também a data da primeira manifestação pública dos deficientes das Forças Armadas, que assumiram na rua ser “a força justa das vítimas de uma guerra injusta”, e que ocuparam o Palácio da Independência, que passou a ser a Sede da ADFA até 19 novembro de 1993.
O Jornal ELO, editado pela ADFA na vaga imparável da Revolução Libertadora de 25 de Abril de 1974, chegou à rua em plena manifestação pública das reivindicações dos deficientes militares contra o esquecimento do seu sacrifício na Guerra Colonial. O seu primeiro diretor, associado e então capitão António Calvinho, na sua obra “Trinta Facadas de Raiva”, deixou bem marcado:

“Eu não canto o épico da guerra!
Não, Não canto!
Eu canto a agressão
que fui e suportei!”

A ADFA e os deficientes militares assumiram-se então credores de uma dívida moral e material que Portugal ainda não liquidou.
Preservar a Memória e legá-la aos vindouros é um dos objetivos da ADFA, Instituição que alguém já considerou como sendo “um dos nossos Capitães de Abril”.
O ELO distribuiu em novembro o seu número 500, numa edição comemorativa em cor integral, na qual o Presidente da República, Comandante Supremo das Forças Armadas, assina o Editorial e concedeu uma Entrevista, deixando a mensagem: “Tenho fundadas esperanças de que os principais problemas que me têm sido apresentados venham a encontrar uma solução”.
O ELO sempre foi o meio de comunicação para a divulgação das ânsias e expetativas dos deficientes militares e o repositório da história da ADFA, num contributo para que a Memória não passe esquecida, que tem exemplo maior por ser fonte principal na produção do livro “Deficientes das Forças Armadas – Geração da Rutura”. Mantém hoje a sua dinâmica informativa de sempre, numa linha editorial inequivocamente aberta, tendo atualizado as formas de apresentar os seus conteúdos e profissionalizado completamente a sua equipa.
Os desafios nunca cessam e o ELO tem evoluído no trabalho intenso de levar aos seus leitores o olhar da ADFA sobre a realidade portuguesa, na defesa dos direitos dos deficientes das Forças Armadas, credores de uma dívida de Direitos Humanos e de reparação moral e material impagável, em solidariedade com o movimento das Pessoas com Deficiência em Portugal.
A celebração deste “elo de ligação” da ADFA com os seus associados e com os leitores em geral contou, no dia 23 de novembro, com uma Sessão Comemorativa, pelas 18h00, no Auditório Jorge Maurício, na Sede Nacional, em Lisboa. Neste evento, depois das alocuções do Diretor do ELO, coronel José Diniz, do editor Rafael Vicente e do presidente da Direção Nacional, José Arruda, teve lugar uma Conferência pelo associado e primeiro diretor do ELO, coronel António Calvinho, sobre os primeiros passos do ELO, na origem da ADFA, durante a afirmação dos deficientes das Forças Armadas e da Associação que os representa, no seio da Sociedade Portuguesa.
A celebração culminou num jantar associativo no restaurante da Sede, com animação musical na voz de Sandra Camilo, com a guitarra de Rui Rocha e a percussão de Pedro Rocha, uma família de artistas que contribuiu decisivamente para uma das melhores festas que o ELO já teve. Parabéns aos leitores, para quem o ELO é feito todos os meses.