ADFA quer ouvir candidatos

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A Associação dos Deficientes das Forças Armadas – ADFA enviou um convite a todos os Partidos Políticos para que se desloquem à Associação e apresentem os seus programas eleitorais.

A ADFA e os deficientes militares querem dizer aos candidatos às próximas Eleições Legislativas que as feridas da Guerra Colonial perduram nos cidadãos que, durante mais de quatro décadas, suportaram os resultados desse sacrifício da sua juventude pela Pátria, e nas suas Famílias, cuidadores de excelência que se empenharam na Vida, através da reabilitação física, social e profissional dos que tanto deram de si nesse conflito, sofrendo as consequências que atingiram uma geração inteira e também os seus filhos.

Portugal vai entrar num período eleitoral da mais elevada importância para os seus cidadãos e a ADFA, no esteio dos valores de Abril e como Organização Não-Governamental de Utilidade Pública, defensora dos direitos dos deficientes das Forças Armadas que cumpriram o Serviço Militar Obrigatório, durante a Guerra Colonial, continua a assumir-se como “a força justa das vítimas de uma guerra injusta”.

A reparação moral e material dos deficientes militares faz parte da vivência da Democracia e a ADFA não deixa que a Memória se apague e que caiam num esquecimento que envergonharia um Estado que pugne pelo reconhecimento e dignificação destas pessoas, no plano político e social, na sua velhice, nos cuidados de saúde de que carecem e no agravamento das suas deficiências, apoiando também as Mulheres e as Famílias que estão sempre a seu lado.

Entre as questões prioritárias para a ADFA estão: a injusta aplicação aos deficientes militares do DL 503/99; a assistência médica condigna nos Hospitais Militares; o devido reconhecimento dos deficientes em serviço; a velhice e o apoio ao internamento em lares e cuidados continuados; o apoio às mulheres e às viúvas dos deficientes militares. Há ainda outras questões que a ADFA tem apresentado no seu Caderno Reivindicativo, num diálogo aberto e regular com as Entidades Oficiais e com os representantes dos Partidos Políticos em particular.

A Associação está convicta de que o processo eleitoral será profícuo e que consolidará a confiança dos portugueses nas Instituições e nos valores do Portugal Democrático, e sabe também que a República não esquece os seus cidadãos mais vulneráveis, credores de uma dívida que tarda em ser efectivamente saldada.

Comunicar é preciso, para afirmação do empenho quanto ao reconhecimento dos direitos dos deficientes das Forças Armadas, pelo que a ADFA aguarda a visita dos candidatos que pretendam expor os seus programas eleitorais.

A Direção Nacional da ADFA
Manuel Lopes Dias
(Presidente)