Jerónimo de Sousa ouve deficientes militares

AdfaADFA

Lisboa, 17 de Setembro de 2019 – O secretário-geral do PCP esteve na Sede Nacional da ADFA, esta manhã, em visita no âmbito da pré-campanha eleitoral da CDU (PCP e PEV) para as Eleições Legislativas a realizar em outubro.

Jerónimo de Sousa ouviu a exposição que o presidente da DN, Manuel Lopes Dias, fez sobre as questões prioritárias e que urge resolver em prol dos direitos dos deficientes das Forças Armadas.

António Filipe, candidato que até ao fim da legislatura foi deputado e membro da Comissão Parlamentar de Defesa Nacional, acompanhou a visita que, depois da reunião com os Órgãos Sociais da ADFA e das declarações aos órgãos de comunicação social, culminou numa passagem pela Clínica e pelo Serviço de Fisioterapia.

Durante o encontro, os candidatos da CDU assumiram a especificidade da situação dos deficientes militares e garantiram que na próxima legislatura vão encontrar respostas para que a República trate definitivamente as feridas abertas pela Guerra Colonial. Aludindo à injusta aplicação do DL 503/99 aos deficientes militares, Jerónimo de Sousa disse que “não fomos para a guerra como profissionais mas por obrigação e imposição”, acrescentando que “houve consequências traumáticas para estes homens que hoje sentem o esquecimento e a injustiça”. O secretário-geral do PCP reconheceu que o que afeta os deficientes militares não se trata de doenças profissionais mas de deficiências de guerra.

Jerónimo de Sousa e os candidatos da CDU que visitavam ADFA ouviram também as queixas de alguns associados. O presidente Manuel Lopes Dias alertou que “Portugal tem uma ferida aberta quanto às questões dos deficientes militares” e salientou que “é necessária e urgente uma reconciliação do País com quem tanto deu no Serviço Militar Obrigatório, durante a Guerra Colonial”.